segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Reflexões do fim de semana
O final de semana começou comigo fazendo um grande esforço para colocar em prática algumas das minhas resoluções. Comprei meu remédio, desci de escada e não de elevador, não comi chocolate. E sofri com tudo isso. Um desânimo inacreditável tomou conta de mim, que terror! Odeio ficar assim, é como se não houvesse força nem para levantar o braço...
Enfrentei o shopping na sexta, acabei com o limite do meu cartão de crédito, e me assustei muito com isso! Como sou imprudente! Metade desse limite deve ter sido gasto em sushi, um absurdo...
Sábado foi um dia incomum. Pela manhã, fui assistir os progressos da minha pequena na Capoeira e no Balé, e me emocionei com tanta graciosidade! Ela é incrível, tão concentrada em seguir as instruções dos professores, se esforçando mesmo, uma fofa! E como ela é popular! Sempre rodeada de colegas, que querem sentar-se ao lado dela, participar de suas brincadeiras, tudo o que sempre quis quando criança/ adolescente. Espero que ela goste disso e que consiga manter o seu carisma... A tarde foi insuportavelmente quente! Convidei uma amiga da Bella para ficar conosco, pois assim eu poderia ficar tranquila e até descansar um pouco, deixando-as brincar. Mas não dava para ficar bem, o calor não deixava, eu fechava os olhos e não descansava, meu cérebro me atormentava, foi uma tarde difícil... Mas a noite trouxe uma aventura, hehe... Uma chuva torrencial atingiu a cidade, faltou luz, a minha rua começava a alagar, e o carro da minha amiga estacionado lá. Nós havíamos acabado de descer com as crianças, com desejo de sair pra comer um sushi. E a chuva não parava, tinha vento, um vizinho veio gritando no escuro para tirarmos o carro de lá, pois da última vez que teve uma chuva assim deu perda total em um carro. A Bella começou a chorar, minha amiga saiu correndo pegar o carro, subiu na calçada e entrei com as crianças. Saímos pela rua já tomada pela água, sem saber pra onde ir. Sinaleiras desligadas, tudo no escuro, nem o shopping tinha luz e motoristas saiam de lá indo não sei pra onde. Acabamos estacionando em um lugar alto, ao redor de uma praça iluminada, com uma carroça de cachorro-quente por perto. E ali ficamos com nossas pequenas enquanto a chuva calmava, compramos cachorro quente para elas, e brincamos com nossa condição.
De repente, diante daquele absurdo todo, eu sorri de verdade, me emocionei por estar dividindo aquele momento com uma pessoa especial, com nossas anjinhas, e sendo feliz com o improvável! Não tinha graça, mas foi incrível! E agradeci por estar viva e ter momentos assim, simples e alegres.
O domingo foi cheio de mal-estar interior, de um sentimento de inadequação, de um não querer mais as coisas daquela forma. O dia colaborava, chuva e chuva, lágrimas das nuvens, dia cinza. Assim estava eu, sentindo falta de sol, do sol que eu mesmo tenho feito nascer todos os dias em mim. Sei que consigo admirar os momentos belos, fazer significativo cada sorriso e gentileza, mas no momento isto não tem sido o suficiente. Gasto muita energia tentando fazer isso, ou fujo e me escondo do tédio, da tristeza, e acabo comendo um monte de doces, me isolando no quarto, ocupando a mente com qualquer coisas fútil, como os jogos do computador...
Mas eu tenho mais anjos em minha vida, fui encontrar minha melhor amiga e psicóloga no fim da tarde, e só de poder conversar um pouco sobre esta minha confusão já ajudou muito. Poder rir, falar sem medo, como é bom! Por isso em Janeiro eu vou procurar e começar minha terapia!!!
Hoje já extrapolei no almoço, nos doces, e tudo o que tentei não comer no fim de semana se foi! Mas não vou sofrer com isso, pensarei que amanhã será melhor!!!
Até!
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